Cristinalva Quintino Santos de Lemos

  • cristinalva@cendhec.org.br
  • 06/11/1979
  • Rua Parú,120
  • Recife
  • Brasil
  • 51010-060
  • +55(81)992806708
  • +55(81)99280-6708
  • Organização da Sociedade Civil sem fins lucrativos
  • Centro Dom Helder Camara de Estudos e Ação Social – CENDHEC
  • Assistente Social
  • 07 anos e 03 meses
  • Sou integrante de uma equipe multiprofissional que atua na defesa de Direitos Humanos de crianças, adolescentes, jovens, moradores/as de assentamentos populares com atendimento jurídico social, na formação politica nas comunidades, com lideranças e parceiros da sociedade civil e governamentais, além de articulações para garantia do direito humano.
  • Supervisiono estagio
  • +55(81)3227-4560
  • Rua Galvão Raposo, 295
  • Recife
  • Brasil
  • cristinalva@cendhec.org.br, cendhec@cendhec.org.br
  • Universidade Federal de Pernambuco
  • Bacharel em Serviço Social
  • Recife e Região Metropolitana

  • 2011 a 2014

  • Projeto É de Direito, executado em parceria com a Fundação Abrinq/ Save The Children e alguns parceiros do Sistema de Justiça, Secretaria de Educação estadual, Unidades Socioeducativas e Sistema protetivo e academia. Atuávamos para diminuição da violência nas unidades de internação de adolescentes privados de liberdade por cometimento de ato infracional e em unidades de acolhimento de crianças e adolescentes com vínculos familiares rompidos, que estavam sob a tutela do estado.

  • União Europeia

  • Era a assistente social responsável por mapear as unidades e mobilização dos atores e atrizes sociais envolvidos, principalmente nas comunidades. Além de coordenar a formação dos atores e atrizes na comunicação não violenta, mediação de conflitos e círculos restaurativos.

  • Do Trabalho Infantil a Participação.

  • Três anos

  • Do Trabalho Infantil a Participação. Projeto com adolescentes da Região Metropolitana do Recife.Projeto com adolescentes da Região Metropolitana do Recife que já estiveram em situação de trabalho infantil. O objetivo do projeto era formar essas/es adolescentes para que fossem agentes multiplicadores de informações e prevenissem que outras crianças e adolescentes estivessem em situação de trabalho infanto juvenil. As rodas de diálogo e oficinas facilitadas pelas/os adolescentes eram feitas nas escolas estaduais.

  • Petrobras

  • Formava os adolescentes, mobilizava as escolas, acompanhava as/os adolescentes nas oficinas. Era a Assistente Social do projeto.

  • Recife e Região Metropolitana

  • 2018 a 2023

  • Projeto de formação Juventudes e Direito a Cidade, que trabalha formação política como ferramenta de resistência à violação dos direitos humanos e políticas básicas negadas a essa parcela da população, além de capacitar jovens na luta pelo direito humano a moradia digna, o direito a Cidade e todas as formas de manifestação e das juventudes na cidade de forma ampla e inclusiva.

  • Misereor

  • Tenho atuado desde o início como organizadora, educadora social e facilitadora do processo formativo com juventudes nos territórios de Recife e Região Metropolitana.

  • O Recife é integrante do Conselho Político da Rede Mercocidades. A inserção no grupo foi confirmada durante a 17ª Assembleia Geral da Cúpula da Rede Mercocidades, na cidade de Quilmes, na Argentina, realizada entre os dias 29 e 30 de novembro de 2012.

  • Em 2011, o município assumiu a vice-coordenadoria da Comissão de Direitos Humanos, formada por 20 cidades, que tem como objetivo mapear as estruturas de direitos humanos dos municípios brasileiros para que a Rede Mercocidades possa traçar estratégias de ações voltadas para o tema.

  • O projeto será voltado para mulheres e meninas mães moradoras da periferia do Recife com idades entre 15 a 29 anos de idade para incidência em espaços públicos para garantia de direitos.

  • Mulheres e meninas serão agentes multiplicadoras de informações e farão incidência política junto aos equipamentos públicos do território onde vivem e desenvolvem suas relações socio comunitárias. Esta atuação também se dará junto das lideranças comunitárias locais, os profissionais e gestores que atuam nas redes do território.

  • A visibilidade da falta e/ou precariedade no acesso dessas mulheres e meninas nos serviços de base territorial, bem como nas políticas públicas. Construção de espaços dentro da rede de serviços nas comunidades, sobretudo em vulnerabilidade social, que garantam o direito de acesso, bem como proposição de projetos, programas, políticas que fomentem o acesso desse público.

  • O bairro de Nova Descoberta na cidade de Recife, está situado na zona norte e localizando-se em uma das regiões de morro da Região Metropolitana de Recife. O bairro está inserido na Região Política e Administrativa 03 (RPA3) no que concerne ao planejamento urbano e ambiental da Prefeitura da Cidade do Recife e socialmente planejado a partir da territorialização municipal da Unidade de Desenvolvimento Humano 24 (UDH24).
    O bairro é caracterizado pela presença de um conjunto de territórios e a formação desse espaço acontece desde o começo do século XX com o advento da saída dos mocambos da região central da cidade de Recife, o que originou a explosão demográfica do bairro, além desse fator existiu também o surgimento de fábricas têxtil no entorno do bairro de Nova Descoberta, fazendo com que pessoas vindas do interior do estado se radicassem no bairro tornando-o hiper populoso.
    Sua territorialidade contemporânea é vista como algo anormal, pois sua organização e ocupação não permitem um desenvolvimento proporcional para todo seu território o que ocasiona como efeito das precipitações graves acidentes, gerados no passado em sua parte territorial mais antiga, assim como hoje em seu território mais recentemente ocupado, pois não apenas os morros foram objetos de ocupação, mas, também, a margem da bacia do rio Beberibe, tendo como consequência o corte da mata ciliar, o desaparecimento de espécies da flora e da fauna e a morte do rio.
    As chamadas instituições, Igreja Batista Missionária em Nova Descoberta, Grupo Mulher Maravilha, Igreja Católica Nossa Senhora de Lourdes, Escola Espírita Cristina Menezes de Albuquerque formaram e ensinaram os residentes no recorte da pesquisa a se reconhecerem como cidadãos através de cursos e educação básica ministradas por elas, por quanto de sua formação e igualdade de condições junto à legislação da época. Tem-se registro na história destes residentes que muitos deles foram torturados e presos pelo regime militar, na época, por se envolverem na luta pela posse da terra e por reivindicarem melhores condições de vida, a maioria desses indivíduos ainda residem no bairro.
    Atualmente o bairro de Nova Descoberta, assim como o recorte objeto da pesquisa, é sem infra-estrutura não dispondo da maioria dos serviços oferecidos em outra Região Política Administrativa (RPAS) contígua, exemplo na segurança pública, todo dia ocorre homicídio, no recorte do estudo no bairro ou no mais próximo. O desemprego e as drogas são fatores de riscos na ocupação espacial do bairro.
    A gravidez precoce compromete as oportunidades de desenvolvimento das adolescentes, pois a evasão do sistema educacional gera um obstáculo para a conclusão da educação formal, o que, consequentemente, repercute em desvantagens em relação ao trabalho e à inserção produtiva, bem como as torna vulneráveis a pobreza, violência, criminalidade e exclusão social.
    De acordo com o relatório Acelerando o progresso para a redução da gravidez na adolescência na América Latina e no Caribe , elaborado por UNFPA, UNICEF e OPAS/OMS, a região da América Latina e do Caribe caracteriza-se por apresentar a segunda maior taxa de fertilidade em adolescentes do mundo; cerca de 15% das gestações ocorrem em adolescentes menores de 20 anos de idade. As Américas Central e do Sul exibem as taxas mais altas, especialmente Guatemala, Nicarágua e Panamá, além de Bolívia e Venezuela. Além disso, há maior incidência de gravidez em adolescentes indígenas, em áreas rurais, em domicílios mais pobres e em meninas sem escolaridade ou que cursaram apenas o ensino fundamental.
    A evasão escolar e a falta de politicas publicas destinadas as jovens mulheres também desencadeia um alto índice de violência domestica, destacam-se as características domiciliares,
    socioeconômicas (da mulher e do parceiro), culturais e institucionais como
    causadoras da incidência da violência doméstica. Nesse sentido, como determinantes da violência doméstica inclui a pobreza, o alcoolismo e outros comportamentos excessivos por parte dos homens, a renda da mulher e do cônjuge, a ausência de mecanismos de proteção à mulher, a idade, a escolaridade e o desemprego.

  • Identificamos a partir do contato direto com o território de Nova Descoberta, situado na Zona Norte do Recife, que faz parte da Zona Especial de Interesse Social - ZEIS Casa Amarela, que há uma grande incidência de meninas e jovens mulheres que são mães que tem seu atendimento e acompanhamento na rede socioassistencial de forma precarizada que não tem garantido os direitos básicos de acesso nem para si nem para seus/suas filhos/as.

  • O Cendhec, a comissão de lideranças da Vila Independência (bairro de Nova Descoberta, localizada na Zona Norte do Recife) e os serviços públicos do território (Escolas, CRAS - Centro de Referencia da Assistência Social, CREAS - Centro de Referencia Especializado da Assistência Social, Espaços de Lazer (COMPAZ - Centro Comunitário da Paz), Postos de Saúde, Creches, Secretaria de Juventudes, emprego e renda).

  • Por meio do projeto Fortalecimento de agentes e organizações populares e comunitárias, com ênfase na juventude, para garantia do Direito à Cidade que foi executado pelo CENDHEC, através do curso de formação política com as juventudes de uma ocupação (Vila Independência), localizada no bairro de Nova Descoberta na zona Norte do Recife, onde durante três sábados no mês tivemos um encontro formativo com 37 jovens na faixa etária dos 15 aos 22 anos de idade para fortalecer a luta da comunidade para regularização fundiária, entre outros direitos que são diariamente violados, na sua grande maioria pelo poder público. Neste espaço observamos o grande número de mulheres e meninas que são mães muito jovens, no curso de formação 06 jovens entre 15 e 22 anos que são mães, participaram das atividades e precisaram levar seus filhos para os encontros de formação por não ter uma rede de apoio e as políticas públicas que deveriam ser voltadas para elas e seus filhos não atendem nem as necessidades básicas. A rede de educação não funciona, a rede de saúde, não tem emprego e renda, os equipamentos públicos estão sucateados. Essa precariedade e até inexistência das políticas públicas contribuem para a exclusão ou distanciamento dessas jovens da garantia de cidadania.

  • - Fomentar incidência politica de mulheres jovens mães no território onde vivem;
    - Contribuir para o fortalecimento das redes intersetoriais que atende o território de Nova Descoberta;
    - Minimizar as vulnerabilidades vivenciadas por essas mulheres jovens mães no acesso aos serviços públicos no seu território;
    - Promover agentes multiplicadoras na defesa dos direitos das mulheres e meninas no território;
    - Capilarizar o debate sobre o direito a Cidade no território na perspectiva de gênero e raça;
    Resultados esperados:
    - Mulheres fortalecidas e que incidem para efetivação de direitos no território;
    - Minimizar as lacunas existentes na rede intersetorial que atende o território;
    - Mobilizar os profissionais e gestores dos serviços públicos do território para a compreensão do debate sobre o direito a cidade na perspectiva de gênero e raça;
    - A construção de uma rede de mulheres local;
    - A proposição de projetos, programas, planos, politicas que atendam as especificidades dessa população, mulheres e meninas e com ênfase nas juventudes.

  • Mulheres e meninas mães do território de Nova Descoberta e arredores, os filhos e filhas, a rede socioassistencial que engloba as redes de Assistência Social, Saúde, Educação, Segurança Alimentar, Emprego e Renda, moradoras da Vila Independência e adjacências.

  • Minha motivação pessoal está no trabalho que tenho desenvolvido com a comunidade, especialmente com as jovens mulheres do território, a observação das reais necessidades das mulheres do território onde as politicas públicas são insuficientes para mudança efetiva na vida dessas jovens, mulheres e meninas. É preciso formar, empoderar essas mulheres para incidir nas politicas públicas e ter condições de reivindicar junto ao poder público e gestores em âmbito municipal, estadual e federal melhoria da qualidade por meio da efetivação das politicas publicas que constam inclusive na Constituição Federal de 1988. É necessário e urgente um trabalho junto a essa população invisibilizada, violentada e sem perspectivas para si, seus filhos e sua família. Por isso espero poder ter a oportunidade de desenvolver melhor essa proposta e aprovar um projeto para resgatar a confiança, autoestima e ressignificação dessas mulheres e meninas na cidade que deveria ser inclusiva e equitativa.

  • Carta de compromiso institucional 17CAP Mercociudades2023